quinta-feira, 26 de abril de 2012

Apresentando: Eu & os Projetos Arquitetônicos…



Projetos Arquitetônicos

Olá! Sou Sandy Stephanie Elias Gomes, tenho 15 anos de idade, estudo numa escola técnica em São Caetano do Sul, e sempre me interessei por projetos arquitetônicos.Desde criança, minha mãe já percebia meu gosto pela matemática e hoje percebo meu maior interesse por física, tudo muito usado em arquitetura.
Em minha família mesmo, posso observar na prática tal assunto, pois minha tia trabalha numa empresa que emprega profissionais dessa área e, como os conheço, aprendo por meio da observação a executar projetos arquitetônicos. Mas, na teoria, podemos aprender nos inteirando mais detalhadamente do assunto aqui referido. Pensando nisso, resolvi criar este blog, que tem a finalidade de suprir as dúvidas superficiais daqueles que também se interessam por arquitetura e eu mesma já me fazer ser maior conhecedora do assunto para, talvez um dia, tornar–me uma engenheira arquiteta.
Como você já sabe um pouco sobre mim, vamos conhecer mais sobre os projetos arquitetônicos?
Comecemos por ver alguns deles…
…e saber o que é um projeto arquitetônico:
O projeto arquitetônico é a materialização de uma ideia, aliada a aspectos técnicos tais como funcionalidade, conforto, estética, salubridade e segurança, além de outros aspectos legais.
Nele estão representados os cômodos com suas divisões, dimensões e áreas, as pecas sanitárias dos banheiros e áreas de serviço, a disposição do imobiliário, tudo isso em planta (horizontal) e em cortes (vertical). Inclui-se também nesse projeto a locação do terreno, o detalhamento do telhado e as fachadas.
O projeto arquitetônico é essencial para que a obra saia como planejada. É constituído de:- Plantas baixas – Plantas de cobertura – Cortes e elevações.

História
Projetos produzidos no século XIX
O desenho começou a ser usado como meio preferencial de representação do projeto arquitetônico a partir do Renascimento. Apesar disso, ainda não havia conhecimentos sistematizados de geometria descritiva, o que tornava o processo mais livre e sem nenhuma normatização. Com a Revolução Industrial, os projetos das maquinas passaram a demandar mais rigor e precisão e consequentemente os diversos projetistas necessitavam agora de um meio comum para se comunicar e evitar erros grosseiros de execução de seus produtos. Desta forma, instituíram-se a partir do século XIX as primeiras normas técnicas de representação gráfica de projetos. Por este motivo o desenho de arquitetura era, naquele momento, considerado um recurso tecnológico imprescindível ao desenvolvimento econômico e industrial.
A normatização hoje está mais avançada e completa, embora o desenho arquitetônico tenha passado a ser executado predominantemente em formato digital. Por outro lado, para grande parte dos profissionais, o desenho a mão ainda é o principal meio para a elaboração de um projeto.

Desenho Arquitetônico
O desenho arquitetônico é, em um sentido escrito, uma especialização do desenho técnico normatizado voltada a execução e a representação de projetos de arquitetura. Em uma perspectiva mais ampla, porém, o desenho de arquitetura poderia ser encardo como todo o conjunto de registros gráficos produzidos por arquitetos durante o projeto arquitetônico. O desenho de arquitetura, portanto, manifesta-se como um código para a linguagem, estabelecida pelo emissor (o projetista) e o receptor (o leitor do projeto). Desta forma seu entendimento envolve certo nível de treinamento.
Os desenhos e projetos definidos por seu efeito ilustrativo incluem as multivistas e a vista única.
Multivistas
São divididas em: plantas, elevações e cortes, os quais não transmitem, individualmente, a configuração adequada de um objeto tridimensional, para fazê-lo, são necessários desenhos adicionais que formem uma idéia exata do objeto por inteiro. Nenhum desenho simples em multivistas consegue comunicar a verdadeira configuração de um objeto tridimensional; portanto, dependendo da complexidade e detalhes do objeto, cada desenho independente deve fornecer informações suplementares em desenhos adicionais.
Vista única
Os desenhos e projetos em vista única apresentam simultaneamente mais que um lado de um objeto na mesma vista e compreendem os desenhos em paraline; que são desenhos em vista única com um tema visual comum: as linhas paralelas em desenhos paraline permanecem paralelas umas as outras, ou seja, não convergem a pontos de fuga, como fazem em perspectiva, as paralines também são ilustrações esquemáticas e efetivas em desenhos de apresentação e como substitutas das perspectivas área ou geral; e em perspectiva. A diferença entre elas é de difícil observação, pois num desenho em paraline, duas linhas paralelas quaisquer permanecem infinitamente paralelas e, num desenho em perspectiva, as linhas paralelas convergem num ponto de fuga comum.

Descrição de um sistema de projeção típico
Para explicar como os desenhos e projetos são classificados em termos das diferenças entre suas projeções, é necessário um conjunto de elementos para formar um modelo de um sistema típico de projeção. O conjunto de elementos inclui:
1.Um objeto tridimensional;
2. Um plano de referência; que é a superfície plana bidimensional que capta a imagem de um objeto ou edificação, há três planos de referência básicos: horizontal (plano sempre paralelo ao solo), frontal (plano vertical perpendicular ao plano horizontal) e de perfil (plano vertical perpendicular aos planos horizontal e frontal); para captar a imagem projetada do objeto;
3. Linhas de projeção para projetar o objeto do plano de referência;
4. Um observador para olhar o objeto sobre o plano de referência.

Tipos de projeção
Há três modos das linhas de projeção interceptarem o plano de referência, e cada interseção define um tipo de desenho baseado no tipo de projeção.
Projeções ortográficas
Se todas as linhas de projeção interceptarem o plano de referência em ângulos retos, a imagem será uma projeção ortográfica.
Projeções oblíquas
As projeções paralelas entre si e incidentes num ângulo oblíquo ao plano de referência resultam numa projeção obliqua.
Projeções cônicas
As projeções formando vários ângulos e convergindo a um ponto de fuga comum constituem as projeções cônicas.
Projeção Ortográfica
Uma folha de papel serve, tecnicamente, como plano de referência, sendo que o perfil esquemático do objeto ou cena representada situa-se num lugar próximo ao plano de referência, na forma tridimensional.
As multivistas e as axonométricas fazem parte da família das projeções ortográficas. As quais diferem entre si na orientação do objeto real como relação ao plano de referência.
Multivistas: plantas, elevações e cortes
Orientando a face principal de um objeto paralelamente ao plano de referência, sua imagem ortográfica é chamada multivista, de cuja família fazem parte as plantas, cortes e elevações.
Axonométricas: transmétricas, isométricas, dimétricas e trimétricas
Se vários lados de um objeto aparecem na mesma imagem ortográfica no plano de referência, a vista resultante será denominada vista axonométrica, a cuja família pertencem as trans-métricas, as isométricas, as dimétricas e as trimétricas.
Projeções cônicas
Se as linhas de projeção convergirem a um ponto de fuga comum, a interseção com o plano de referência formará uma imagem em perspectiva do objeto projetado. As perspectivas paralelas, cônicas e tricúspides fazem parte da família das projeções cônicas. Diferenciam-se pela orientação do objeto real com relação ao plano de referência.
Perspectiva paralela
Se a face de um objeto retilíneo é orientada paralelamente ao plano de referencia, sua imagem em perspectiva é denominada perspectiva paralela.
Perspectiva cônica
Se um conjunto de arestas paralelas de um objeto retilíneo for orientado paralelamente ao plano de referência e nenhum dos lados do objeto real for paralelo a este plano de referência, a imagem resultante será uma perspectiva cônica.
Perspectiva tricúspide
Se um objeto retilíneo não possuir lados nem arestas paralelas ao plano de referência, a imagem resultante será uma perspectiva tricúspide.
Vocabulário básico
Vista
É a imagem vista por um observador num plano de referência.
Vista Superior
É a imagem de um objeto projetada no plano horizontal de referência, assim como é visto um pássaro voando sobre ele.
Vistas de elevação
São projetadas a partir da vista superior e são representadas no plano frontal e de perfil de referência.
Vistas auxiliares
São projetadas a partir da vista superior, mas não são elevações frontais, traseiras e nem laterais.
Vistas inclinadas
São projetadas a partir de todas as vistas, exceto da superior, e são representadas nos planos inclinados de referência.
Linhas de intersecção
As linhas de intersecção determinam a intersecção de planos de referência perpendiculares.
Sistema de notação
Os planos de referência são indicados por letras e números nas respectivas linhas de intersecção. Os planos horizontal, frontal e de perfil de referência são sempre indicados pelas letras H, F e P, respectivamente. Todos os outros planos de referência são indicados por números que, por convenção, assim como as letras, são dispostos aos pares a cada lado da linha de intersecção.
Rebatimento de distâncias
Há dois métodos simples de transportar as distâncias entre a linha de intersecção e pontos contidos no plano horizontal para o plano de perfil:
  1. Traçar uma diagonal pela intersecção das linhas de intersecção e transportar as distancias.
  2. Usar a intersecção das linhas de intersecção como centro para traçar os arcos de circunferência, a fim de transportar as distâncias desejadas.
Normatização
A representação gráfica do desenho em si corresponde a um conjunto de normas internacionais (sobre a supervisão do ISO). Porém, cada país costuma possuir suas próprias versões das normas. No Brasil, as normas são editadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), sendo as seguintes as principais:
•Representação de projetos de arquitetura
Princípios gerais de representações em desenho técnico
Cabe notar, no entanto, que se por um lado recomenda-se a adequação a tais normas, por outro lado admite-se algum nível da liberdade em relação a elas em outros contextos.
Esta liberdade se dá pela necessidade de elaborar desenhos, que exijam uma facilidade de leitura maior por parte de leigos ou para se adequarem a diferentes publicações, por exemplo.
•Elementos do desenho
Basicamente, o desenho arquitetônico manifesta-se principalmente através de linhas e superfícies preenchidas (tramas). Costuma-se diferenciar no desenho duas entidades: uma é o próprio desenho (o objeto representado) e o outro é o conjunto de símbolos, signos, cotas e textos que o complementam.
•Traços
diversos materiais de traçado
Os traços de um desenho normatizado devem ser regulares, legíveis e devem possuir contraste umas com as outras.
•Espessura dos traços
Pesos e categorias de linhas
Normalmente ocorre uma hierarquização das linhas, obtida através do diâmetro do grafite utilizado para executá-la. Tradicionalmente usam-se quatro espessuras de grafite:
Linhas complementares – Grafite 0,1. Usada basicamente para registrar elementos complementares do desenho, como linhas de corte, setas, linhas indicativas, linhas de projeção.
Linha fina – Grafite 0,2 ou 0,3. Usada para representar os elementos em vista.
Linha Media – Grafite 0,4 ou 0,5. Usada para representar e os elementos que se encontram imediatamente acima da linha de corte.
Linha Grossa – Grafite 0,6 ou 0,7. Usada para representar elementos especiais, como as linhas indicativas de corte.
•Tipos de traço
É possível classificá-los em:
Traço contínuo: São linhas comuns.
Traço interrompido: Representa um elemento de desenho “invisível” (ou seja, que esteja alem do plano de cortes).
Traço – ponto: Usado para indicar eixos de simetria ou linhas indicativas de planos de corte.
•Tramas
Os elementos que em um desenho projetivo estão sendo cortados aparecem delimitados com um traço de espessura maior no desenho. Além do traço mais grosso, esses elementos podem estar preenchidos por um tracejado ou trama. Cada material é representado como uma trama diferente.
•Folhas
Normalmente, as folhas mais usadas para o desenho técnico são do tipo sulfite. Antes da popularização do CAD, normalmente desenvolvia-se os desenhos em papel manteiga ou vegetal de esquiço (desenhados a grafite) e eles eram arte-finalizados em papel vegetal (desenhados a nanquim).
•Tamanhos de folhas (mm)
A4 210 X 297
A3 297 X 420
A2 420 X 594
A1 594 X 841
A0 841 X 1189
As folhas devem seguir os mesmos padrões do desenho técnico. A ABNT adota o padrão ISO: usa-se um modulo de 1 m². Essa é a chamada folha A0. A partir desta obtém-se múltiplo e submúltiplos (a folha A1 corresponde ‘a metade da A0, assim como a 2A0 corresponde ao dobro daquela. A maioria dos escritórios utiliza predominantemente os formatos A1 e A0, devido ‘a escalados desenhos e ‘a quantidade de informação. Apesar de a normatização incentivar o uso das folhas padronizadas, é muito comum que os projetistas considerem que o modulo básico seja a folha A4. Isto costuma se dever ao fato de que qualquer folha obtida a partir desde módulo pode ser dobrada e encaixada numa pasta deste tamanho, normalmente exigida pelos órgãos públicos de aprovação de projetos.
•Materiais de desenho
Com a ampla difusão do desenho auxiliado pelo computador, a lista de materiais que tradicionalmente se usava para executar desenhos da arquitetura tem se tornado cada dia mais obsoleta. Alguns desses materiais, no entanto, ainda são eventualmente usados para verificar algum problema com os desenhos impressos ou no processo de treinamento de futuros desenhistas técnicos; que é, por exemplo, o escalímetro (multi-régua com 6 escalas, que serva para conferir medidas).
CAD
Desenho gerado em um programa do tipo CAD
A execução de desenhos de arquitetura no computador em geral exige a operação de programas gráficos do tipo CAD que normalmente demandam um hardware robusto e de alta capacidade de processamento, e memória. Atualmente, o principal programa para lidar com estes tipos de desenho é o AutoCAD.
Existem, no entanto, diversos outros softwares de CAD para arquitetura. Além de programas CAD destinados ao desenho técnico também existem softwares designados especificamente para o trabalho de projetos arquitetônico, como o ArchiCAD, o ArchiStation, o Vector Works, o Revit, entre outros, com os quais é possível visualizar o modelo arquitetônico em suas várias etapas de projetos, mais do que meramente representá-lo na forma de desenho técnico.
Desenho a Mão
A seguinte lista apresenta os materiais que tradicionalmente foram utilizados no desenho à mão com o auxilio de instrumentos de desenho:
Prancheta de desenho: uma mesa inclinável, na qual é possível manter pranchas de desenho em formatos grandes (como o A0) e onde se possam instalar réguas T ou paralelas.
Régua T ou Régua Paralela: estas réguas eram instrumentos para traçado de retas paralelas e perpendiculares, a serem usadas juntamente a um par de esquadros.
Par de Esquadros: elementos para auxiliar o traçado de retas em ângulos pré-desenhado, como 30º, 45 º,60 º e 90 º.
Escalímetro: Um tipo especial de régua, normalmente com seção triangular, com a qual podem ser realizadas medidas em escalas diferentes.
Lapiseiras ou Lápis: adequados as espessuras desejadas.
Canetas Nanquim: Tais canetas eram utilizadas na execução dos desenhos finais, como aqueles destinados a construção. Exigiam cuidados constantes, pois seu entupimento seria um problema comum.
Mata-gato: Instrumento que auxilia o uso da borracha em locais determinados do desenho. Constitui-se de uma placa perfurada a ser posicionada sobre o setor do desenho a ser corrigido, de forma a que apenas se apague o desejável.
Borracha: Pode ser a comum ou a elétrica.
Conjunto de Normógrafo e Réguas Caligráficas: Auxiliam a escrita de blocos de textos padronizados por meio de uma plaqueta, geralmente de material plástico transparente, atravessada por aberturas em forma de letras, números ou figuras simbólicas, nas quais é deslocada a ponta de um lápis ou de uma caneta que efetua o traçado correspondente sobre um suporte (papel, cartolina, etc.) contra o qual é mantida e apoiada.
Lâmina e Borracha de Areia: Permitem a correção de desenhos errados efetuados a nanquim sobre papel vegetal.
Gabaritos ou Escantilhões: Pequenas placas plásticas ou metálicas que possuem elementos pré-desenhados vazados e auxiliam seu traçado, como instalações sanitárias, circunferências, etc.
Gabaritos caligráficos
Curva francesa: um tipo especial de gabarito composto apenas por curvas, nos mais variado.
O desenho em cada uma das etapas de um projeto
Apesar de existirem etapas intermediarias de projeto, as apresentadas a seguir são as mais comuns, pelas quais passam praticamente todos os grandes projetos.
Estudo Preliminar
Envolve a análise das várias condicionantes do projeto, normalmente materializa-se em uma série de croquis e esboços que não precisam necessariamente seguir as regras tradicionais do desenho arquitetônico. É um desenho arquitetônico mais livre, constituído por um traço sem a rigidez dos desenhos típicos das etapas posteriores.
Anteprojetos
Nesta etapa, com as várias características do projeto já definidas, (igráfico-computacional para permitir melhor compreensão do projeto.mplantação, estrutura, elementos construtivos, organização funcional, partido, etc.), o desenho já abrange um nível maior de rigor e detalhamento. No entanto, não costuma ser necessário informar uma quantidade muito grande, nem muito trabalhada, de detalhes da construção. Nesta etapa ainda são anexadas perspectivas feitas a mão ou produzidas em ambiente
Projeto legal
Corresponde ao conjunto de desenhos que é encaminhado aos órgãos públicos de fiscalização de edifício. Costuma-se trabalhar nas mesmas escalas do anteprojeto.
Projeto executivo
Esta etapa corresponde à confecção dos desenhos que são encaminhados a obra, sendo, portanto, a mais trabalhada, Devem ser desenhados todos os detalhes do edifício, com um nível de complexidade adequado a realização da construção. O projeto básico costuma ser trabalhado em escalas como 1:50 ou 1:100, assim como seu detalhamento é elaborado em escalas como 1:20, 1:10, 1:5 e eventualmente, 1:1.

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